Acupuntura médica em São Paulo
A acupuntura é reconhecida como especialidade médica no Brasil desde 1995. Aqui, ela começa por onde toda conduta médica começa: avaliação e indicação.
Como funciona uma sessão
Agulhas finas, estéreis e descartáveis são inseridas em pontos definidos a partir da avaliação. A maioria das pessoas descreve a sensação como um peso, um formigamento ou um leve choque momentâneo, não como dor aguda. As agulhas permanecem alguns minutos enquanto você fica deitada em repouso. [CONFIRMAR: duração da sessão de acupuntura e valor por sessão]
Sobre o mecanismo, vale a honestidade: estudos mostram que a estimulação dos pontos atua em vias do sistema nervoso ligadas à modulação da dor e à resposta ao estresse. A medicina tradicional chinesa descreve os mesmos efeitos com seus próprios conceitos, e é desse corpo de conhecimento que vem o mapa dos pontos.
Onde a evidência é mais consistente
Revisões sistemáticas, como as da Colaboração Cochrane, apontam benefício da acupuntura em algumas situações:
- Prevenção de crises de enxaqueca e cefaleia do tipo tensional
- Náuseas e vômitos associados à quimioterapia, junto ao tratamento oncológico
- Dor crônica, como a lombar e a do joelho, em geral com efeito modesto e somado a outras medidas
Em outras condições, a evidência é limitada ou inconclusiva. Isso é dito com clareza na consulta, antes de começar — e não impede que a acupuntura seja testada quando a relação entre possível benefício e risco é favorável.
Quantas sessões
Varia com a queixa. O combinado é reavaliar depois de algumas sessões: se não houver resposta, não faz sentido insistir indefinidamente, e o plano muda. [CONFIRMAR: número habitual de sessões e intervalo entre elas]
Segurança
Feita por médico, com material de uso único, é um procedimento de baixo risco. Podem ocorrer pequenos hematomas, dor no local e, raramente, tontura passageira. Avise antes se você usa anticoagulante, está grávida, tem alguma alteração de coagulação ou usa marca-passo — isso muda a técnica e os pontos escolhidos.

Perguntas frequentes
Dói? Tenho medo de agulha.
As agulhas de acupuntura são muito mais finas que as de injeção e não são ocas. A sensação mais comum é de peso ou formigamento. Se o medo for grande, avise: dá para começar com poucos pontos.
Acupuntura é reconhecida pela medicina?
Sim. O Conselho Federal de Medicina reconhece a acupuntura como especialidade médica desde 1995, e a prática também integra a política de práticas integrativas do SUS.
A acupuntura substitui meus remédios?
Não. Ela pode compor o tratamento e, em alguns casos, ajudar a reduzir doses ao longo do tempo — sempre com avaliação médica. Nenhuma medicação deve ser suspensa por conta própria.
Dá para fazer acupuntura por telemedicina?
Não. A sessão é presencial, nos consultórios do Paraíso ou do Tatuapé. Pela telemedicina é possível fazer a avaliação e discutir o plano.
Quem não deve fazer?
Casos de alterações graves de coagulação, infecção de pele no local da aplicação e algumas situações na gestação exigem cuidado ou contraindicam. Isso é avaliado antes da primeira sessão.
- Conselho Federal de Medicina — Resolução nº 1.455/1995, que reconhece a acupuntura como especialidade médica
- Colaboração Cochrane — revisões sistemáticas sobre acupuntura em enxaqueca, cefaleia tensional e náuseas induzidas por quimioterapia
- Ministério da Saúde — PNPIC
Conteúdo informativo, revisado pela Dra. Ana Lahis Tano (CRM-SP 113809). Não substitui consulta médica.
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