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Prévia para aprovação. Os trechos marcados em amarelo aguardam confirmação da Dra. Ana Lahis.

Oncologia integrativa, junto com o oncologista

Acompanhamento de nutrologia e de práticas integrativas para quem está em tratamento oncológico ou terminou há pouco — como apoio ao tratamento, nunca no lugar dele.

Sem ambiguidade: nenhuma terapia integrativa substitui cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, hormonioterapia ou qualquer conduta indicada pela equipe oncológica. Interromper o tratamento é o maior risco que existe nessa área.

Com o que esse acompanhamento pode ajudar

  • Estado nutricional. Perda de peso e de massa muscular durante o tratamento tem impacto na tolerância às terapias. Avaliar e intervir cedo é o que mais muda o dia a dia.
  • Sintomas. Náusea, alteração de paladar, falta de apetite, constipação, fadiga, dor, insônia e ansiedade.
  • Suplementos e “produtos naturais”. Vários interferem em quimioterápicos e hormonioterapia, por indução ou inibição do metabolismo dessas drogas. Revisar o que você usa é uma medida de segurança.
  • Depois do tratamento. Retomar alimentação, atividade física, sono e peso, com atenção às sequelas.

O que a evidência sustenta

Diretrizes da Society for Integrative Oncology em conjunto com a American Society of Clinical Oncology (ASCO) recomendam algumas práticas para sintomas específicos — por exemplo, acupuntura para dor articular associada a inibidores de aromatase e técnicas baseadas em mindfulness para ansiedade e sintomas depressivos durante o tratamento.

Outras terapias divulgadas como “antitumorais” não têm evidência suficiente de efeito sobre o tumor ou sobre a sobrevida. Elas são discutidas caso a caso, com transparência sobre o que se sabe e o que não se sabe, e sempre com a equipe oncológica informada.

Comunicação com a sua equipe

O acompanhamento pressupõe que o oncologista saiba o que está sendo feito. Traga a lista de medicamentos, suplementos e chás em uso e os relatórios do tratamento; quando necessário, sai um relatório desta consulta para a sua equipe.

Perguntas frequentes

Isso substitui a quimioterapia ou a radioterapia?

Não, em nenhuma hipótese. O acompanhamento integrativo é complementar e pressupõe que o tratamento oncológico esteja em curso, conduzido pelo oncologista.

Posso tomar suplementos durante a quimioterapia?

Só com avaliação e com o conhecimento do oncologista. Alguns antioxidantes e fitoterápicos interferem na ação dos quimioterápicos.

E o Viscum album (visco)?

É um extrato usado de forma complementar em alguns países europeus. Os estudos têm resultados divergentes e não há evidência suficiente de efeito sobre o tumor ou a sobrevida. Qualquer uso precisa ser discutido individualmente e com o oncologista ciente.

A acupuntura pode ajudar durante o tratamento?

Há evidência de benefício para náuseas ligadas à quimioterapia e para dor articular associada a inibidores de aromatase. A indicação considera contagem de plaquetas, risco de infecção e o momento do tratamento.

Atende quem já terminou o tratamento?

Sim. A fase pós-tratamento costuma ser o momento de reorganizar alimentação, composição corporal, sono e atividade física.

Referências consultadas
  • Society for Integrative Oncology e American Society of Clinical Oncology (ASCO) — diretrizes conjuntas sobre terapias integrativas em dor, ansiedade e depressão
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA) — informações sobre tratamento oncológico
  • National Cancer Institute (NCI) — revisões sobre terapias complementares

Conteúdo informativo, revisado pela Dra. Ana Lahis Tano (CRM-SP 113809). Não substitui consulta médica.

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