Reposição hormonal com indicação clínica
Reposição hormonal é tratamento médico para deficiências hormonais diagnosticadas. Tem benefícios reais e riscos reais, e por isso a decisão é individual, documentada e revista periodicamente.
Quando a reposição é considerada
- Climatério e menopausa com sintomas que afetam a qualidade de vida: ondas de calor, alterações de sono e de humor, secura vaginal, dor na relação
- Menopausa precoce ou insuficiência ovariana prematura
- Hipogonadismo masculino confirmado por sintomas e exames repetidos
- Outras deficiências hormonais com diagnóstico estabelecido
Exame alterado sem sintoma, ou sintoma sem confirmação laboratorial, nem sempre justifica repor. Às vezes a resposta certa é investigar outra causa.
O que é avaliado antes
História pessoal e familiar — câncer de mama, trombose, doença cardiovascular, enxaqueca com aura —, exame físico, exames laboratoriais e rastreios em dia, como mamografia e preventivo. Em muitos casos, a condução é feita em conjunto com o ginecologista ou o endocrinologista que já acompanha você.
Sobre “bioidênticos” e implantes
“Bioidêntico” descreve hormônios com estrutura igual à produzida pelo corpo, como o estradiol e a progesterona micronizada. Eles existem em medicamentos registrados, com dose conhecida e controle de qualidade. O termo não significa ausência de risco, nem torna o tratamento natural.
A via de administração — oral, transdérmica, vaginal, injetável ou implante — é escolhida conforme indicação, perfil de risco, preferência da paciente e a regulamentação em vigor, que restringe parte das formulações manipuladas. [CONFIRMAR: quais formas de reposição e implantes a Dra. oferece hoje, para descrever com precisão]
O que não é feito aqui
Seguindo a Resolução CFM nº 2.333/2023, não há prescrição de hormônios esteroides androgênicos ou anabolizantes com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora de desempenho esportivo. Reposição hormonal também não é tratamento para “rejuvenescer”: é tratamento para uma deficiência diagnosticada.
Perguntas frequentes
Reposição hormonal causa câncer?
O risco depende do tipo de hormônio, da dose, da via, da idade de início, do tempo de uso e do histórico pessoal e familiar. Não existe resposta única: por isso a indicação é individual, discutida abertamente e reavaliada com o tempo.
O que é o “chip da beleza”?
É o nome popular de implantes hormonais usados com finalidade estética, de emagrecimento ou de desempenho. Esse uso é vedado pela Resolução CFM nº 2.333/2023. Implante só é considerado quando existe indicação clínica e dentro das normas vigentes.
Preciso fazer exames antes de começar?
Sim. Exames laboratoriais, avaliação de risco cardiovascular e de trombose e rastreios em dia fazem parte da decisão.
Quem já teve câncer de mama pode repor hormônio?
A reposição sistêmica com estrogênio costuma ser contraindicada nesses casos. Existem alternativas para os sintomas, e a decisão é sempre conjunta com o oncologista.
Dá para acompanhar por telemedicina?
O acompanhamento pode ser feito por vídeo em muitos casos. A avaliação inicial e o exame físico costumam pedir uma consulta presencial.
- Conselho Federal de Medicina — Resolução nº 2.333/2023
- Febrasgo — orientações sobre terapia hormonal no climatério
- Anvisa — regras sobre medicamentos e formulações hormonais
Conteúdo informativo, revisado pela Dra. Ana Lahis Tano (CRM-SP 113809). Não substitui consulta médica.
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