Medicina integrativa em São Paulo
Uma forma de conduzir a consulta: o diagnóstico continua sendo médico, e o plano leva em conta tudo o que sustenta (ou atrapalha) o tratamento fora do consultório.
O que é e o que não é
Medicina integrativa não é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina: é uma abordagem de cuidado. Ela não substitui exames, medicamentos ou cirurgias quando eles são necessários, e não se opõe à medicina convencional.
O que muda é o escopo da conversa. Além da queixa principal, entram sono, alimentação, atividade física, uso de álcool, estresse, trabalho e relações — fatores que influenciam praticamente todas as doenças crônicas e que raramente cabem numa consulta de quinze minutos.
No sistema público brasileiro, várias práticas complementares, entre elas a acupuntura, integram a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), do Ministério da Saúde, desde 2006.
Para quem costuma fazer sentido
- Sintomas persistentes — cansaço, dor, alterações de sono, intestino irregular — já investigados sem uma explicação clara
- Doenças crônicas cujo controle depende muito de mudança de hábitos
- Quem quer prevenção e um olhar mais amplo do que o check-up padrão
- Quem já faz acupuntura, meditação ou usa suplementos e quer orientação médica sobre o que faz sentido manter
Como a consulta é conduzida
- História completa. Queixa, antecedentes, medicamentos e suplementos em uso, rotina, sono, alimentação e contexto de vida.
- Investigação. Exame físico, exames laboratoriais quando indicados e, no presencial, composição corporal por bioimpedância.
- Plano com prioridades. Poucas mudanças por vez, começando pelas que têm mais impacto — e explicando o que tem evidência forte, o que é opcional e o que não vale a pena.
- Reavaliação. O que não mostrou benefício sai do plano.
Perguntas frequentes
Medicina integrativa é o mesmo que tratamento alternativo?
Não. Alternativo é o que se propõe a substituir o tratamento convencional. Aqui, a base é a medicina convencional, e as práticas complementares entram como acréscimo, quando têm indicação.
Em quanto tempo aparecem mudanças?
Depende da condição e do ponto de partida. Mudanças de hábito costumam levar semanas a meses para se refletir em sintomas e exames, e a resposta varia de pessoa para pessoa — não há como prever.
Posso continuar com meu médico atual?
Sim, e é o esperado em quem trata uma doença crônica ou faz acompanhamento com especialista. A ideia é somar, não disputar.
Quais práticas complementares podem ser indicadas?
Depende do caso. As mais usadas no consultório são orientação alimentar e de estilo de vida, acupuntura e técnicas de manejo do estresse. [CONFIRMAR: lista de práticas complementares que a Dra. quer anunciar no site]
Atende por telemedicina?
Sim. Só não é possível fazer exame físico, bioimpedância e acupuntura à distância.
- Ministério da Saúde — Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (Portaria GM/MS nº 971/2006)
- Conselho Federal de Medicina — relação de especialidades reconhecidas
Conteúdo informativo, revisado pela Dra. Ana Lahis Tano (CRM-SP 113809). Não substitui consulta médica.
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